Melhor do País é o povo brasileiro: você acredita na EMBRATUR?

| 3 de janeiro de 2010

Enviado por João dos Santos Fillho - PUC/SP *

Desde o momento que tomei conhecimento do resultado da pesquisa encomendada pela EMBRATUR ao Instituto Zaytec, intitulada o “Perfil do Turista Estrangeiro e Imagem do Brasil”. Venho tentando saber mais do referido trabalho, qual foi o projeto elaborado, o problema destacado, a problemática delimitada, a construção e seleção de hipóteses, a metodologia utilizada, a construção de objetivos e a elaboração do questionário. Na verdade tenho buscado entender o tratamento científico dispensado aos dados coletados dessa pesquisa, pois há resultados extremamente inéditos e inesperados diante da percepção que o turista estrangeiro tem sobre o Brasil.

Mas até o presente momento desconhecemos por completo a metodologia utilizada ou qualquer outra informação desse discutível trabalho. E se enganam aqueles que pensam que esta minha preocupação é mera implicância de alguém crítico a “Política Nacional de Turismo”. Nosso questionamento se deve a essência das pesquisas de opinião que podem até de forma involuntária levar a constatações equivocadas ou errôneas.

O filósofo Pierre Bourdieu acredita que a pesquisa de opinião pública apresenta sérios limites, pois banaliza as sondagens e possui pouco rigor científico em sua execução, bem como, não podemos supor que a opinião esteja ao alcance de qualquer indivíduo e que todas têm a mesma opinião ou tenham de fato interesse sobre o assunto. Demonstra que as pesquisas desse tipo em turismo são questionáveis e passíveis de erros qualitativos em razão da hegemonia dos dados coletados.

Artigo Completo aqui!!

EMBRATUR estaria tentando uma jogada de marketing?

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Enviado por João dos Santos Fillho - PUC/SP *

Como cientista social e turismólogo que milita academicamente com o fenômeno do turismo e hospitalidade a mais de vinte anos, não poderia esquecer as belíssimas aulas sobre a “história das ideologias”, do saudoso sociólogo e amigo Fernando Perrone na admirável ECA - Escola de Comunicações e Artes da USP. No começo da década de 80 em pleno embate entre as forças democráticas que estavam consolidando-se, e as forças dos porões da ditadura militar que persistiam em permanecer dominando.

Na verdade foi um período histórico em que a ECA sofreu, mas soube resistir e Perrone foi um desses professores, que por meio de prontidão em favor da democracia sabia dar as aulas dentro de um cunho crítico e esclarecedor para o entendimento da realidade social brasileira.

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Viajando pra Cachorro

| 25 de dezembro de 2009

Enviado por Mariana Dantas Moreira - turismo@post.com


As férias estão chegando e com elas a dúvida: levar ou não levar seu pet com você?

Seja qual for sua decisão, uma coisa é certa: deve haver planejamento. Resolvi escrever sobre esse assunto porque presenciei uma situação na rodoviária do Rio: uma moça tentando viajar com seu cão dentro de uma mala de mão. Tratava-se de uma viagem Rio-Resende, com duração de duas horas e meia. Coisa pouca. Mesmo assim ela não conseguiu embarcar. As empresas de transportes estão cada vez mais exigentes em relação a esse assunto, e com razão, seja pela segurança dos passageiros, seja pelo bem estar do animal. Mas levar seu cão ou gato numa viagem não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Como falei antes, é só uma questão de planejamento, atentando as regras e fazendo tudo como se pede.

Vão aí algumas dicas:

Onde levá-los

Não adianta dar um jeitinho. Lugar de bichinho é na caixinha apropriada para transporte, com ventilação e segurança. Encontram-se em diversos tamanhos e cores, em qualquer Pet Shop. Dá até pra combinar com a mala de mão! Mas atenção ao tamanho apropriado da caixa, para que seu melhor amigo fique confortável e consiga se movimentar:

Comprimento: É o comprimento do focinho ao rabo do animal mais metade da altura das pernas.

Altura: Corresponde à altura do animal de pé mais 5 cm.

Largura: Deve ser pelo menos o dobro da largura das costas do animal.

Obs.: Seu bichinho deve ter espaço o suficiente para conseguir dar uma volta de 360 graus.

Viajando de ônibus (nacional)

Além da caixinha de transporte adequada, é necessária carteirinha de vacinação em dia, laudo ou atestado de sanidade assinado pelo veterinário e Guia de Trânsito de Animal (GTA) emitido pela Delegacia Federal da Agricultura ou outra representação do Ministério da Agricultura. De acordo com o Decreto Nº 2.521, de 20 de Março de 1998, que dispõe sobre a exploração de serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros, terá recusado o embarque ou determinado seu desembarque aquele que transportar ou pretender embarcar consigo animais domésticos ou silvestres, sem o devido acondicionamento ou em desacordo com disposições legais ou regulamentares.

Viajando de avião (internacional)

É necessário, além do contêiner de transporte, do laudo ou atestado de sanidade assinado pelo veterinário e da carteira de vacinação atualizada, um Certificado Zoosanitário Internacional emitido pelo Ministério da Agricultura (Atenção: Cada país dispõe de normas específicas para trânsito de animais – são 15 modelos de CZI que o Ministério da Saúde possui em parceria com diversos países.)

Cada companhia aérea possui também regulamento específico em relação ao tamanho e material das caixas, peso limite para viagem na cabine e sedação dos animais.

Viajando de Carro

Parece muito simples, mas saiba que o novo Código de Trânsito proíbe o transporte de animais em caçambas, com a cabeça para fora da janela ou no colo do motorista.

Ter a companhia do seu bichinho durante uma viagem não tem preço!
Portanto, faça a coisa certa para não ter surpresas!

Escreva-me contando sobre suas viagens com seu pet e sua história pode sair na coluna! turismo@post.com

Para saber mais:

Livro: Viajando Direito - Luciana Rodrigues Atheniense

Jornal: Folha de São Paulo – Caderno Turismo de 01/10/09

Site: Turismo 4 Patas – www.turismo4patas.com.br

Políticas Públicas de Turismo no Cenário Mineiro: Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas

| 19 de dezembro de 2009

Enviado por Nivia Azevedo - UNILESTE-MG

O mercado turístico brasileiro é impulsionado principalmente devido às diversidades culturais e naturais que o país possui e com oferta de destinos turísticos em desenvolvimento e expansão.
Diante desta realidade o planejamento e o envolvimento do poder público são de grande relevância para gerar resultados econômicos e sociais de forma sustentável O presente artigo tem como objetivo identificar e descrever a trajetória da política pública brasileira de planejamento turístico. Portanto, o trabalho consiste em um estudo de caso do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas, à luz das tendências de descentralização e regionalização do planejamento adotado pelo estado de Minas Gerais. Assim sendo, analisou-se o processo de desenvolvimento do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas, como vem sendo conduzido para um melhor aproveitamento do turismo na região.

Artigo Completo Aqui.

Concurso Turismólogo 2010 - Prefeitura de Curuçá-PA

| 7 de dezembro de 2009

O município de Curuçá, no estado do Pará, abre nesta segunda feira (07/12) concurso público para preenchimento de vários cargos em nível superior, entre eles para turismólogo:

Cargo: Turismólogo
Vagas: 01
Atribuições Gerais: Realizar atividades de planejamento, coordenação e execução na área de turismo.
Salário: R$ 1.200,00 + 80% de gratificação p. nível superior

Edital Completo aqui

Turismo Cultural e Identidade Sancristovense

| 2 de dezembro de 2009

Enviado por Ivan Rêgo Aragão - Faculdade de Sergipe FaSe

Sabe-se que ao longo dos anos o turismo vem tomando corpo e se firmando como um dos motes para a viabilidade socioeconômica de uma localidade. Atualmente é notória a preocupação em tornar esse campo em sintonia com a nova ordem mundial, buscando agregar valores, a partir, do desenvolvimento responsável. Viabilizando programas que estabelecem as bases para a sustentabilidade turística, proteção à natureza, salvaguarda e conservação do patrimônio cultural, bem como, da memória e das tradições socioculturais. Dias (2005, p. 124), sinaliza que,

o Turismo pode ser um estímulo importante para a preservação e conservação da herança cultural de uma localidade, região ou país, pois se justifica como necessário para manter um atrativo turístico que gerará receitas para a comunidade como um todo e para a própria manutenção do patrimônio cultural.

A partir do planejamento turístico, é possível criar ações que viabilizem a atividade em uma determinada localidade, e assim, criar condições de se fazer um turismo participativo, envolvendo principalmente a população local. Nessa perspectiva, os agentes sociais mais relevantes, como a comunidade, poder público e iniciativa privada podem andar alinhadas pelos interesses da cidade. Desmistificando a idéia de que o turismo é somente uma atividade de destruição do meio ambiente e de aculturação dos povos autóctones.
Dessa forma, Dias (2003) afirma que a participação comunitária deve está ligada a uma boa administração pública, engajada em melhorar o bem estar das pessoas residentes, envolvida em programas e projetos dirigidos a melhoria social dos indivíduos.
Contido dentro do segmento do turismo cultural - o agente social turista - procura obter um olhar diferenciado sobre os locais visitados. Segundo Labate (1997, p. 78), esse tipo de turista,

[...] reivindica para si um status e legitimidade diferenciados, através de um discurso relativamente articulado que enfatiza a busca de uma relação de troca menos mediada e mais direta e mais profunda com o outro e com a natureza. A viagem, portanto, não como uma atividade apenas de lazer ou ruptura com o cotidiano, mas como uma experiência de conhecimento do outro e da natureza e, ao mesmo tempo, como uma forma de autoconhecimento.

Beni (2002, p. 422), registra que o turismo cultural, “refere-se à afluência de turistas a núcleos receptores que oferecem como produto essencial o legado histórico do homem em distintas épocas, representado a partir do patrimônio e do acervo cultural [...]”.
Ao estimular a preservação e conservação de todo o legado cultural a partir dos bens materiais e imateriais de uma localidade, os atores sociais envolvidos com o turismo, cumprem o seu papel de estarem ligados a uma atividade capaz de transformar os indivíduos da cidade em agentes culturais. Partido desse pensamento, o turista que está predisposto à valorização dos bens culturais, irá em busca de conhecer as tradições, o cotidiano e a singularidade local. Respeitando e valorizando aspectos da identidade sociocultural dos habitantes.

Brotas: turismo e configuração urbana

| 26 de novembro de 2009

Enviado por Amanda Negrão Pimenta - PUC-PR

O turismo é um elemento transformador em diversos setores: culturais, ambientais, econômicos
e sociais. Em municípios turísticos, os impactos dessas transformações têm se revelado principalmente nas áreas urbanas. Entre transformações ocorridas nas cidades brasileiras em decorrência do turismo incluem-se a preocupação com a reforma e adequação de edifícios, áreas urbanas e infra-estrutura dos municípios, a expansão das atividades do setor terciário, que dão suporte às atividades turísticas, a identificação e valorização do patrimônio histórico e a preservação de recursos ambientais.

A recuperação das edificações e o incremento das atividades turísticas e de apoio (restaurantes, comércio, etc.), embora sejam indícios de geração de emprego e renda, também são fatores que impõem rápida mudança às estruturas urbanas, já que os estabelecimentos comerciais de caráter local passam a atender à demanda de consumo e serviços de uma população que permanece por um curto período de tempo na cidade. De qualquer modo, apesar de proporcionar um dinamismo às cidades, o turismo ainda é um setor da economia produtiva pouco compreendido no Brasil. Países europeus, como a Espanha e a França, são capazes de operar com um fluxo turístico muito superior ao nosso, mesmo com recursos Limitados(1).

O fato de o turismo não ser área de prioridade para a maioria dos Estados brasileiros fez com que os órgãos turísticos nunca fossem vistos com o profissionalismo necessário para modificar essa condição, ainda que a situação tenha se alterado nos últimos anos(2). Em 2005 foi criada a Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo. Entre outros objetivos, definiu-se como sua missão “consolidar o Estado de São Paulo como destino e produto turístico, determinando diretrizes para fomentar e desenvolver o turismo sustentável, visando proporcionar a geração de postos de trabalho, a inserção social e a melhoria da qualidade de vida da população”, conforme exposto no sítio oficial da Secretaria(3).

As áreas urbanas são as primeiras a serem atingidas, principalmente as históricas, devido ao valor do patrimônio construído e à atratividade de serviços e consumo especializados. Nesse sentido, é preocupante a condição das cidades que possuem áreas de proteção e produção rural com vocação para destinos turísticos.

Um dos segmentos turísticos que mais cresceram nos últimos anos no Brasil foi o turismo na natureza, ou seja, o ecoturismo e o turismo de aventura. Este último nasce associado a atividades esportivas e depende, para sua realização, da existência de oferta original local (neste caso, dos recursos naturais presentes, em geral, nas áreas rurais). Entretanto, para suprir a demanda total desse turismo, é necessário que a destinação conte com instalações adequadas e equipamentos de suporte às atividades esportivas (meios de hospedagem, agências turísticas, etc.), as quais, pela própria condição operacional e de acessibilidade, se concentram em áreas urbanas próximas.



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A Vida Carioca: um Guia do Rio de Janeiro

| 19 de novembro de 2009

Enviado por Maria Eduarda - RJ

O Rio de Janeiro, famoso mundialmente pelas suas espetaculares paisagens naturais, é uma cidade com mais de 400 anos de história. Anteriormente considerada uma capital do Império Português durante a Invasão Napoleônica da Península Ibérica, o Rio foi a primeira cidade capital do Brasil depois da independência até a construção de Brasília em 1960.

Ela, portanto, é um dos mais importantes centros culturais e econômicos do Brasil – frequentemente estabelecendo as tendências que definirão a imagem do Brasil no exterior. Sendo uma miscelânia cosmopolitana, as amplas paisagens e atrações turísticas do Rio requerem tempo – o viajante mais sensato talvez prefira ver como os cariocas levam suas vidas. Se você não fala português, talvez seja uma boa idéia contratar um guia especializado para aproveitar o máximo possível do que a cidade tem para oferecer.

Para quem aprecia arte, o Rio tem várias coleções aclamadas internacionalmente, em museus como o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu de Arte Moderna e o Mosteiro
de São Bento, mostrando a poderosa arte sacra brasileira. Uma ótima vantagem de uma experiência no Rio é o estado de espírito da cidade e seus habitantes.

O carioca cultiva a alegria pela vida, apenas realmente compreendida quando se está em contato direto com seu povo. Se permita tempo para caminhar nas ruas e misturar-se com os nativos em bares, nas praias e nos inúmeros parques. Os cariocas são abertos e curiosos, e trocarão idéias com você com o maior prazer.

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