UNIÃO. Esta palavra transcreve uma mudança de pensamento e comportamento que se faz urgente nos dias atuais. Unir para educar, cuidar, alegrar, para trabalhar, amar, festejar, lamentar. A vida é muito melhor quando compartilhamos nossos momentos com as pessoas que amamos ou que podemos amar (apesar de não conhecer). Amar não é fazer amor, calma! Amar é, antes de tudo, cuidar.
“Quem ama, cuida”, é uma expressão bastante corriqueira nos programas de Educação Ambiental Há outras igualmente comuns como “quem ama, preserva”, “quem ama, defende”, enfim, para todas reserva-se o mesmo significado: “quem ama, ama... e pronto”.
Aliás, que bênção é poder amar! Poder cuidar daquilo que apreciamos. Nossa coleção de CD’s, de canetas, de camisetas, de sapatos. Desde as pequenas peculiaridades (todos as têm!) até ao ambiente natural, o planeta, a natureza!
O que restaria da humanidade se não fosse possível amar? O que restaria do Ser humano se não fosse possível agregar? Então, que seja assim! Uni-vos, criei-vos associações, clubes, grupos de estudos, grupos de discussões, empresas, ONG’s.
Percebam a desconexão das coisas do “Homem”: enquanto torna-se global a informação de que se deve tomar banhos cada vez mais rápidos, fechando o chuveiro enquanto ensaboa-se; foi publicado em uma revista sobre “meditação” a seguinte sugestão: “para relaxar depois de um dia estressante de trabalho, trânsito caótico, sente-se sob o chuveiro (no chão ou em um banquinho) e deixe a água escorrer por cerca de 20 minutos”. Alguém deve estar de brincadeira! Vinte minutos de água corrente? No horário de pico? Mas esse editor é um tremendo de um fanfarrão mesmo!
Se todos aqueles que trabalham formalmente (excluindo aqui os que trabalham na informalidade), seguissem este conselho (ou metade dele, 10 minutos de água corrente), o colapso no abastecimento de água seria imediato. Além do mais a revista não promove o home office (escritórios feitos na própria residência dos profissionais que não precisam efetivamente ir ao local de trabalho), com o fim de mitigar o caos do trânsito urbano, ou as possibilidades de meios de transporte alternativo, como a bicicleta e o transporte coletivo. Este último é melhor nem comentar.
Há dois papéis que as universidades deveriam assumir urgentemente em nome do bem comum. São eles: promover a cooperação entre estudantes, egressos, docentes, colaboradores e gestores; e intervir na sociedade a fim de provocar inovação e buscar soluções criativas para os problemas contemporâneos da sociedade atual.
Aloha, galera!!
Aristides Faria
