27 de janeiro de 2009

Para 2014, Natal tem projeto ousado para estádio


A capital do Rio Grande do Norte, Natal, espera conquistar o direito de sediar jogos da Copa de 2014 a partir da vocação turística da cidade. O governo potiguar encomendou ao escritório de arquitetura Hok Sve, da Inglaterra – o maior do mundo em termos de construções esportivas. A arena da cidade pretende erguer o Estádio das Dunas, que será construído em uma área de 45 hectares, onde também haverá bosque, hotéis, teatro, estacionamentos subterrâneos, prédios comerciais, shopping center e os centros administrativos do governo do Estado e da Prefeitura.

O complexo vai ser construído por meio da Parceria Público-Privada (PPP). Dessa forma, a venda dos espaços para comércio e residência – em uma área útil 300 mil m² – deve gerar cerca de R$ 1 bilhão – dinheiro suficiente para bancar o projeto. Várias empresas estão envolvidas no projeto, entre as quais a Luso Arenas (Portugal) e Valora e Buygues (França). “Estamos confiantes na escolha de Natal”, afirma o secretário de Turismo do Estado, Fernando Fernandes. “Temos um projeto inovador, uma posição geográfica privilegiada, bons hotéis, trânsito tranquilo e segurança.”

**Nota Blogando Turismo: Trânsito tranquilo nem tanto.

Fonte: http://www.panrotas.com.br/canais/redacao/plantao/portal_reader_noticia.asp?cod_not=44145&__akacao=118785&__akcnt=554d1990&__akvkey=85a4&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Central+de+Not%EDcias+PANROTAS+-+Ed.+162

23 de janeiro de 2009

Nova agência on-line inicia operação no País

Movimentação no mercado turístico eletrônico brasileiro, onde já operam, por exemplo, Submarino, Panamericano Viagens e Decolar. A Travelstart, agência de viagens on-line com sede na Suécia e presente em 12 países, chegou ao País em dezembro e iniciou as operações na internet neste mês. O investimento foi de US$ 500 mil.

“Acreditamos no enorme potencial do segmento on-line no Brasil”, diz a diretora executiva da Travelstart Brasil, Silvia Fagundes. “O País já sente uma geração totalmente imersa na internet, e o consumidor está mudando sua cultura. O foco está em assegurar a qualidade da tecnologia no sistema de compras digitais para que o e-consumidor tenha a liberdade e agilidade que hoje necessita”, completa Silvia.

O público-alvo da empresa no Brasil, assegura a executiva, é formado por consumidores pertencentes às classes AB e B, com idade entre 26 e 55 anos. A agência optou pela aplicação de um portal baseado no conceito web 2.0 com layout clean e operacionalidade didática e rápida, além dos chats para interatividade em real time. A agência tem também com atendimento telefônico.

A Travelstart emite, somente na Escandinávia, uma média de duas mil reservas processadas por dia. No Brasil, a companhia pretende chegar a 10% desse valor nos primeiros meses. Desde 1999, seis milhões de passageiros já viajaram pela companhia.

Para os próximos meses, o objetivo é atender a demanda local de viagens ao Nordeste, à Europa e aos Estados Unidos, respectivamente. A companhia pretende chegar ao final de 2009 com um faturamento local de R$ 36 milhões. “Sabemos que o amadurecimento de nossa marca é diretamente proporcional ao crescimento do setor de viagens e turismo. O Brasil passa por um excelente momento e vamos fazer parte dele”, afirma Silvia.

Fonte: http://www.panrotas.com.br/canais/redacao/plantao/portal_reader_noticia.asp?cod_not=44080&__akacao=118262&__akcnt=554d1990&__akvkey=1065&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Central+de+Not%EDcias+PANROTAS+-+Ed.+160

12 de janeiro de 2009

Alta do dólar estimula crescimento 20% no turismo doméstico

Enviado por Rodrigo Nora - Editor do Portal Turismo Informativo e Sindicalista do Turismo


Belezas naturais não faltam por aqui. O Brasil abriga 22% da flora, 10% dos anfíbios e mamíferos e 17% das aves do mundo. Cerca de 40% do território nacional é ocupado por uma floresta praticamente intocada e, se o turista está em busca de sol, a costa brasileira é generosa com seus oito mil quilômetros e 2.045 praias. De acordo com a Embratur, existem mais de 300 roteiros com potencial para exploração turística. É hora, portanto, de conhecê- los.

O número de estrangeiros que visitam o Brasil pode aumentar. O país recebe um quarto dos turistas que vão ao México, nação que tem características semelhantes, e muito menos que os que visitam a África do Sul cujo forte também é a vida selvagem no safári. Sempre que se discute o tímido desempenho do turismo no Brasil, surge a pergunta inevitável: se o País tem um imenso potencial, por que razão recebe um número tão pequeno de visitantes estrangeiros?

Boa parte do dinheiro que seria gasto fora vai ficar por aqui. De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), muitos clientes trocaram viagens ao Exterior por um destino no Brasil. Dados preliminares indicam que a venda de pacotes nacionais cresceu 20% em outubro de 2008 ante o mesmo período do ano passado. "A instabilidade do dólar fez com que as pessoas fiquem inseguras para fechar uma viagem internacional", afirma Leonel Rossi Júnior, diretor de assuntos internacionais da Abav. É nesse contexto que entra o turismo doméstico.

A alta do dólar provocou uma reviravolta no setor do turismo. Segundo dados divulgados na semana passada pelo Banco Central, um grande número de brasileiros desistiu de viajar ao exterior. Em outubro, a queda nas despesas internacionais foi de 31% em relação ao mês de setembro. Trata-se da freada mais brusca em duas décadas. Numa primeira análise, o número parece revelar uma tragédia. Afinal, significa que, amedrontadas pela crise financeira global, as pessoas deixaram de gastar com viagens e de desfrutar de merecidas férias.

Os executivos do resort baiano Costa do Sauípe, um dos hotéis mais badalados do Brasil, aguardam a alta estação com ansiedade idêntica à de um turista em véspera de viagem. "Deveremos ter o melhor verão desde que o Sauípe foi inaugurado, em 2001”, afirma Alexandre Zubaran, presidente da Resorts Brasil e do Costa do Sauípe Resort."Projeções indicam que o faturamento da alta estação será 25% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. É um resultado excepcional, considerando as dificuldades financeiras enfrentadas pelo resort desde 2006. O executivo esclarece a questão. A partir de 2005, o dólar entrou numa curva descendente. Como resultado, o número de brasileiros que viajam ao Exterior praticamente dobrou. Na hotelaria nacional, o efeito foi perverso. Para muitos brasileiros, era preferível investir seu dinheiro com uma viagem para Nova York do que desfrutar das paisagens nacionais. Com isso, os hotéis instalados no Brasil esvaziaram, pois a demanda internacional não é suficiente para supri-los. Na seqüência, vieram as perdas financeiras. A partir de outubro de 2008, mês em que a crise financeira mundial eclodiu, houve uma inversão desse processo. O dólar caro deu fôlego extra ao turismo doméstico.

Ao contrário dos grupos hoteleiros, as agências de viagens não sentem tanto as oscilações cambiais. Se o dólar está barato, elas inflam seus pacotes estrangeiros. Quando a moeda americana dispara, é a vez das rotas internas. A CVC, maior agência de viagens do Brasil, começou a operar neste mês 140 vôos semanais fretados para destinos nacionais. No mesmo período do ano passado, com o dólar mais barato, foram 120. "Nossa expectativa é aumentar em 30% a venda de pacotes nacionais", diz Valter Patriani, presidente da CVC.

Segundo ele, os roteiros nordestinos ocupam o topo da preferência dos clientes. Entre os destinos mais procurados estão Porto Seguro, Natal, Maceió, Fortaleza e Porto de Galinhas. A Infraero confirma as indicações da CVC. Nos dez primeiros meses do ano, o movimento nos aeroportos do Nordeste chegou a 15,8 milhões de pessoas. O volume é 3% maior que o do mesmo período de 2007 e representa um acréscimo de 500 mil passageiros. Fora do Nordeste, a cidade preferida dos viajantes brasileiros é o Rio de Janeiro. Curiosamente, a CVC espera obter, com os pacotes internacionais, o mesmo crescimento registrado pelos roteiros internos. A mágica? "Em razão da queda do petróleo, os clientes encontram na CVC alguns produtos internacionais com descontos, na forma de um câmbio mais atrativo que o operado no mercado", diz Patriani. "Para produtos como o Caribe, trabalhamos com um câmbio de R$ 1,99." A estratégia, assegura o executivo, tem sido bem-sucedida. O real desvalorizado também torna mais favorável a vinda de estrangeiros ao Brasil. Segundo projeções, até o final de 2008 mais de cinco milhões de estrangeiros terão visitado o País, gerando receitas de US$ 5,7 bilhões. É o maior valor da história.

E agora, ficou melhor ainda! Começou a concorrência para baixar preços entre as operadoras aéreas, a mais nova empresa chamada Azul no mercado já encomendou uma frota de 76 jatos Embraer. A proposta, segundo a empresa, é oferecer um serviço diferenciado, sem o conceito de hubs, ligando cidades não servidas pelas atuais linhas aéreas, e com qualidade superior. As aeronaves Embraer 195 da Azul serão equipadas com bancos de couro, sem as poltronas do meio, apenas fileiras de duas poltronas.

Entre as novidades, a empresa promete ser a primeira na América Latina a oferecer TV ao vivo, em monitores individuais, através da instalação de um sistema via satélite da LiveTV.

Baixando os preços entre as empresas aéreas vai ficar melhor ainda desfrutar o nosso Brasil e aproveitar as férias com a família.

Rodrigo Muzulão Nora
Turismólogo

Editor do Portal Turismo Informativo e Sindicalista do Turismo