28 de dezembro de 2008

Atração turística

Enviado por Aristides Faria - RH em Hospitalidade


Não compreendo por que as autoridades e os empresários estão sempre dizendo que é necessário investir em “atrações turísticas”. Sem saber exatamente o que são atrações turísticas estas pessoas e instituições carregam uma bandeira confusa e, muitas vezes, prejudicial às comunidades e ao ambiente em que elas vivem.

Neste texto iremos comentar sobre as “atrações turísticas”. No texto 2 apresentamos algumas formas de impacto turístico: fomento à migração humana, inflação dos preços do mercado local e regional, baderna vadiagem e prostituição e degradação dos bens naturais. Mas, assim como o fluxo de pessoas pode impactar, ele pode trazer benefícios aonde ocorrem também. Desta forma, o planejamento do turismo deve ser feito de maneira estratégica, com metas de curto, médio e longo prazo e buscando sempre um modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo. Resumindo: as propostas de turismo devem ser “socialmente justas, ambientalmente corretas e economicamente viáveis!”.

Quando pensam em desenvolver um atrativo turístico, ou seja, algo que ajude a motivar o deslocamento de pessoas para determinado local, os profissionais devem ter em mente as diretrizes previamente elaboradas e debatidas no Plano de Turismo. Assim, em um município que deseja promover o turismo cultural, não seria interessante implantar uma grande casa noturna. Seria mais viável empreender um teatro ou uma casa de espetáculo ou, ainda, restaurar locais pitorescos e resgatar antigos costumes das gerações anteriores. Exemplos? Incentivando o comércio e a habitação no centro histórico da cidade de Florianópolis (SC) ao longo dos últimos anos, foi possível resgatar o costume que as pessoas tinham de permanecer por horas e horas no mercado público conversando e jogando dominó. Um exemplo real. Outro? O município de Bertioga (SP) promove a Festa Nacional do Índio, um evento que pretende valorizar a história e a cultura das comunidades indígenas tradicionais. Este é maior evento sobre tradição indígena do país.

Não se trata de “barrar” investimentos, inviabilizar a economia das localidades ou reduzir as possibilidades de desenvolvimento do turismo. Mas, sim, de buscar, regionalmente, oportunidades de expansão ordenada e planejada para a atividade turística, bem como para toda a cadeia de produtos e serviços inerentes.
A base do turismo sustentável está na lógica de utilizar racionalmente as potencialidades locais e regionais mitigando impactos e ampliando as possibilidades das gerações atuais e futuras. É muito difícil? Será impossível se não nos conscientizarmos de que a mudança começa em nós mesmos. Em nossas palavras e atitudes.

Gosto muito desta idéia: os atrativos turísticos estão todos prontos; Deus nos deu a grande natureza, nossa moradia e fonte de inspiração, nos proporcionou costumes tão belos, intrigantes e variados e, ainda, nos dá a oportunidade escrever a história de nosso tempo.
Agora você pode criticar os políticos que discursam sobre a “construção de mais atrativos para o turismo”. O que o ser humano pode construir são: estruturas para minimizar os impactos e estruturas que colaborem na gestão de bens comuns (como obras de arte únicas e espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção).
Até a próxima... viajando nas dimensões do turismo!

Aloha!

9 de dezembro de 2008

Sebrae premia hoje empresas do 5º Ciclo Turismo Melhor

Três empresas dos segmentos de meios de hospedagem e bares e restaurantes recebem hoje, às 10h, no Salão de Eventos do Sebrae, em Natal, a outorga com placa de reconhecimento do Programa Turismo Melhor – 5º Ciclo. Além do Hotel Vila do Mar, de Natal, e do Hotel São Luiz Plaza, de Mossoró, o restaurante estilo “Day Use” Ponta de Pirambu, na praia de Pipa, em Tibau do Sul será contemplado com o reconhecimento do Turismo Melhor.

O programa executado pelo Sebrae do Rio Grande do Norte objetiva elevar a qualidade dos serviços prestados pelas empresas que atuam no turismo no Rio Grande do Norte. A partir dos resultados obtidos durante o processo de implantação do programa, decorrente de um período de sete meses, a empresa-candidata poderá receber e utilizar publicamente a marca Turismo Melhor, atestando o bom nível de qualidade na prestação de serviços turísticos.

Para a gestora do Turismo Melhor, Sergina Santos, o programa possibilita a melhoria de processos e na infra-estrutura das empresas, visando o melhor atendimento em serviços turísticos. “A adesão ao programa é voluntária. A empresa se submete à avaliações técnicas e recebe consultorias e treinamentos para implantar suas melhorias, sob a orientação de consultores especializados”, explica Sergina.

Podem participar do processo de reconhecimento do Programa Sebrae de Qualidade em Serviços Turísticos no Rio Grande do Norte – Turismo Melhor, empresas legalmente constituídas que atuarem nos segmentos de hotelaria e/ou Alimentos & Bebidas, estejam enquadradas no perfil de empresa de pequeno e médio porte, com número máximo de 200 funcionários, atuem no Estado do Rio Grande do Norte, com pelo menos dois anos de funcionamento, de forma legal, e possuam condições de adaptação de sua infra-estrutura para acesso e/ou hospedagem a portadores de deficiência de locomoção.

Após à adesão, a empresa passa por um processo composto por cinco etapas: Avaliação inicial estruturada nos segmentos Organizacional e de Segurança Alimentar, que ocorrerá nas dependências da própria empresa; Apresentação das não conformidades ou lacunas identificadas na avaliação inicial; Implementação dos ajustes e melhorias necessárias, realizada pela empresa e Avaliação final, também realizada nas dependências da empresa participante. E finalmente, os relatórios das avaliações inicial e final e as respectivas consultorias de implementação nas empresas, que serão consolidados e entregues ao Grupo Gestor para apreciação e validação final.

Segundo Sergina Santos, a outorga do Programa Turismo Melhor, é concedida às empresas que obtiverem, na avaliação final, um resultado de, no mínimo 80% dos itens avaliados e atendidos satisfatoriamente, mediante apreciação e validação do Comitê Gestor. Também é condição obrigatória para a obtenção do Turismo Melhor, que nenhum dos itens críticos da Lista de Verificação deixe de estar implementado, antes da avaliação final.

O Programa Turismo Melhor é um processo voluntário e seletivo onde as empresas se submetem a avaliações técnicas e a um processo de melhoria, envolvendo, consultorias e treinamentos. A partir dos resultados obtidos, a empresa candidata poderá receber e utilizar publicamente a marca Turismo Melhor, comprovando seu bom nível de qualidade em serviços turísticos.

Nos últimos cinco anos foram outorgadas com a marca “Turismo Melhor” 21 empresas do Estado, nos municípios de Natal, Mossoró, Assu, Martins, Tibau do Sul (praia da Pipa), Areia Branca e Parnamirim. No segmento de meios de hospedagem já receberam outorga do Turismo Melhor: Pousada Toca da Coruja e o Hotel Ponta do Madeiro (Pipa), Hotel Thermas, Hotel Villa Oeste e Hotel Sabino Palace (Mossoró), Hotel Serrano (Martins) e Divi Divi Praia Hotel e Visual Praia Hotel (Natal). No setor de bares e restaurantes foram agraciados: Restaurante Tábua de Carne, Mangai, Restaurante Oriente, Restaurante Maturi e Only Pizza (Natal), Restaurante Paçoca de Pilão e Marina Badauê (Parnamirim) e Brutinhos (Assu).

Fonte: http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/materia.php?idsec=5&idmat=178334

3 de dezembro de 2008

Azul faz primeiro vôo de apresentação em Campinas


O primeiro vôo de apresentação da Azul Linhas Aéreas aconteceu no dia 02 pela manhã, com saída do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O Embraer 190 da empresa fez uma viagem até Botucatu, com passageiros vips. “O Brasil necessita de uma nova empresa, e de uma empresa inovadora”, disse o diretor de Marketing, Gianfranco Beting, ao saudar os convidados durante o vôo.

Pedro Janot, presidente da empresa, Antônio Américo, gerente comercial, Joaquim Domingos Oliveira, do departamento comercial, Jorge Moreira, gerente de Aeroporto, Alexandre Pupe, gerente de Comissários, foram alguns dos profissionais da companhia que recepcionaram Goiaci e Luciano Guimarães (Rextur), Michel Tuma Ness (Fenactur), Juarez Cintra Filho e Juarez Cintra Neto (Ancoradouro), William Périco (Aviesp), José Clóvis Moreira (Infraero/Campinas), Marcos Balsamão (Alatur), Mauro e Rubens Schwartzmann (Costa Brava), entre outros convidados.

O consenso dos participantes é que um bom produto está prestes a entrar no mercado, já que a companhia deve iniciar vôos em 15 de dezembro para Porto Alegre, Campinas e Salvador - na verdade o vôo nascerá na capital gaúcha, fará uma parada em Viracopos e seguirá para a Bahia.

Agora à tarde o road show da companhia aérea fará dois sobrevôos no Rio de Janeiro. Até sexta (dia 5), a companhia apresentará a aeronave, a tripulação e os serviços em mais seis capitais: Vitória, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Porto Alegre e Curitiba.

1 de dezembro de 2008

Terrorismo não deverá afetar turismo na Índia, dizem profissionais

Os atentados desta quarta-feira (26), em Mumbai, Índia, que mataram ao menos 195 pessoas, tiveram como alvo diversos pontos comumente freqüentados por turistas e, com isso, dezenas de estrangeiros acabaram reféns dos terroristas em dois luxuosos hotéis da cidade. Contudo, os acontecimentos desta semana devem ser entendidos pelos turistas como um caso isolado e não terão efeito duradouro no setor que tem papel crucial na economia indiana, na opinião de profissionais do setor.
"É claro que os ataques terão um efeito negativo em curto prazo, mas as pessoas não devem sentir que a Índia não é um país seguro. Um ataque terrorista pode acontecer em qualquer lugar do mundo', afirmou Hemendr Sharma, consultor da empresa de turismo indiana SITA, em entrevista concedida por telefone à Folha Online.

A brasileira Márcia Sztajn, gerente do departamento de produtos exóticos da empresa de turismo Queensberry, que organiza viagens ao país, reconhece que os atentados assustaram os turistas, mas ressalta que a Índia continua um destino seguro.

"Apesar das graves conseqüências dos ataques, os indianos foram eficientes ao nos deixarem informados de tudo que acontecia. Em poucas horas, a Queensberry sabia quem eram todos os seus clientes no país, já havia alertado às embaixadas e redirecionado os turistas para que pegassem vôos em outros aeroportos", disse Sztajn, que não quis dizer se havia clientes da empresa entre os atingidos pelos ataques.

"Isto só prova a enorme eficiência da Índia e como o turismo lá tem uma estrutura profissional e serviço de alta qualidade que não deve nada a outros países. A Índia continua um destino muito mais seguro que São Paulo ou o Brasil", compara a gerente.

"Isto só prova a enorme eficiência da Índia e como o turismo lá tem uma estrutura profissional e serviço de alta qualidade que não deve nada a outros países. A Índia continua um destino muito mais seguro que São Paulo ou o Brasil", compara a gerente.

As ações terroristas coordenadas, levada a cabo na última quarta-feira (26) em Mumbai, capital financeira da Índia, concentraram-se em regiões nobres da cidade, onde ficam dois dos mais luxuosos hotéis: Taj Mahal e Oberoi Trident, além do aeroporto internacional. Explosões também foram registradas em outros pontos, como a estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, um cinema, delegacias, um hospital que atendia feridos nos ataques e o popular Café Leopold, freqüentado por turistas e gente de Bollywood, a indústria cinematográfica indiana.

Embora seja um dos maiores atentados da história indiana, Sharma lembra que esta não é a primeira vez que a Índia foi atingida por ataques terroristas. "Nós não paramos completamente por causa dos ataques e a vida sempre volta imediatamente ao país. Os indianos estão acostumados com esta situação. Eles não deixam de visitar, por exemplo, a Caxemira, que sofre com conflitos étnicos há décadas."

Os efeitos dos atentados devem ser ainda menores porque o alvo foi Mumbai, centro financeiro da Índia e local onde o turismo é, essencialmente, de negócios. "Os turistas de Mumbai são homens práticos e que não prejudicarão seus negócios pelo atentado", diz o consultor indiano que prevê uma queda na procura do destino até, no máximo, meados de janeiro que vem.

Sharma ressalta ainda que o turismo na Índia foi mais afetado pela crise financeira global do que pelos acontecimentos desta quarta-feira (26). "Neste momento, nosso maior problema é a crise financeira."


Natal

A maior preocupação do mercado de turismo é de que os ataques ocorreram próximo ao final do ano, uma das principais épocas de viagem para boa parte dos turistas, incluindo os brasileiros. Contudo, Sztajn conta que um pequeno número de clientes cancelou viagens marcadas para dezembro.


"O mercado brasileiro está amadurecido e reagiu bem aos ataques. As pessoas que vão nos próximos meses para a Índia planejam a viagem com muito antecedência e não estão dispostos a abrir mão dos planos por causa de um fato isolado", disse. Os efeitos são ainda menores porque Mumbai --e o sul da Índia como um todo-- são um destino ainda desconhecido pelos turistas brasileiros que preferem as paisagens do norte do país.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u473030.shtml