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5 de fevereiro de 2009

Reciprocidade X Irresponsabilidade: Os marqueteiros do turismo brasileiro

Enviado por João dos Santos Fillho - PUC/SP

Mais uma vez, parte do trade de turismo coloca em xeque a política de concessão do visto consular praticada pelo Ministério das Relações Exteriores em situação de embate, pois questiona o seu fundamento jurídico e ideológico a “Reciprocidade”, e propõe a sua revogação.

Esqueceram que a sociedade dos homens se transforma ao longo de sua história em “Estados - Nações”, caracterizando, culturas, economias, povos e territórios diferentes e específicos. Que devem ser respeitados em sua idiossincrasia, sendo assim, a única maneira de procurar manter o equilíbrio de respeito ao outro no campo da hospitalidade mútua entre países é por meio da “Reciprocidade”.

A reciprocidade é à base do respeito entre diferentes nações que buscam manter um equilíbrio da “hospitalidade possível”. Fazendo que, com isso as relações de eqüidade se mantenham afastadas formalmente das relações de subordinação e subsunção do poder, por isso a reciprocidade é o instrumento necessário para garantir a pseudo-igualdade.

Esta acalorada discussão se dá no interior do governo, que por sinal vem desenvolvendo uma política exterior consciente de aproximação dos países emergentes, mas não consegue impedir que seu primeiro escalão tenha propostas antagônicas no que se refere à necessidade do visto consular. De um lado o Ministério do Turismo, que de forma insistente defende a lógica da flexibilização da lei do visto, alegando que se não houvesse à cobrança da taxa de 100 dólares por turista americano, poderiam pular de 700 mil para 2 milhões de turistas. E de outro a política sensata desenvolvida pelo Ministério das Relações exteriores pela defesa da manutenção do visto segundo o principio da “Reciprocidade”.

È inacreditável como o Ministério do turismo consegue fazer previsões matemáticas inflacionadas, e afirmar que a escolha do americano em visitar o Brasil é retraída em virtude da cobrança da taxa. Mais uma vez, o Ministério de Turismo e a própria EMBRATUR apostam no critério do achismo. Se não é verdade! Que apresentem as pesquisas e suas respectivas metodologias, bem como a tabulação e as conclusões, que entendemos estarem formuladas em um projeto de pesquisa.

Não podemos voltar ao velho esquema de metas e dados em geral subestimados relativos ao turismo, na qual foi prática que apareceu desde o nascimento da EMBRATUR, ou ficar a mercê dos delírios marqueteiros de programas que, em vez de ajudar a consciência do turismo brasileiro, foram desastrosos segundo próprio depoimento de um de seus presidentes.

Devemos registrar também que, esse embate entre MRE e MT ocorre desde quando a EMBRATUR criou os Escritórios Brasileiros de Turismo (EBTs) que são unidades avançadas de promoção, marketing e apoio à comercialização de produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros no mercado internacional. E sem concurso público ou princípio parecido nomeou para ocupar os cargos, apadrinhados políticos que acabaram tomando e privatizando um espaço que era antes do MRE.

A irresponsabilidade é tão marcante para aqueles que pedem a não exigência do visto, pois só enxergam o turismo dentro da escala estatística com uma metodologia secreta, que só eles têm acesso. Além do que, insistem em fazer uma análise simplista da política exterior brasileira construindo atritos com o Ministério das Relações Exteriores.

Sabem que outro dia, um professor amigo foi a EMBRATUR para apresentar o projeto de um grande evento nacional, após ter explicado minuciosamente os objetivos e sua importância cultural, pedagógica e artística. O funcionário que estava atendendo fez à seguinte observação: Certo, gostei de sua explicação, mas o que importa é saber, qual é a imagem desse evento para o desenvolvimento do turismo brasileiro.

Enquanto o turismo não for pensado com seriedade teremos os seguintes desastres que vão ocorrendo:
  1. A destruição de parte do litoral brasileiro por complexos hoteleiros Resort´s criados sem qualquer padrão de sustentabilidade turística, expulsando ribeirinhos, destruindo a mata nativa e obrigando a população a viver nos manguezais;
  2. O nepotismo histórico praticado dentro da EMBRATUR;
  3. Depois de mais de um ano de denúncias a EMBRATUR e o Ministério de Turismo denunciam o Guia turístico Rio For Partiers;
  4. A falta de uma “Política Nacional para o Turismo” global, e não parcial. Na verdade a Política Nacional de Turismo esta fragmentada em uma dezena de ações que levam ao um perfeito Bricouleur.
  5. Indicações políticas para o preenchimento de cargos da área do turismo que por direito deveriam ser por concurso. Como as diretorias dos EBT´s nos países Portugal, Japão, Inglaterra, Itália, Espanha, Estados Unidos Costa Leste, Estados Unidos Costa Oeste, Alemanha, França.
Enquanto não existir uma Política Nacional de Turismo que contemple de fato o interesse do turismo doméstico e as estruturas Federais responsáveis voltarem suas ações para o povo brasileiro. Estaremos a mercê de sermos sempre preteridos do turismo de nosso próprio país.

28 de dezembro de 2008

Atração turística

Enviado por Aristides Faria - RH em Hospitalidade


Não compreendo por que as autoridades e os empresários estão sempre dizendo que é necessário investir em “atrações turísticas”. Sem saber exatamente o que são atrações turísticas estas pessoas e instituições carregam uma bandeira confusa e, muitas vezes, prejudicial às comunidades e ao ambiente em que elas vivem.

Neste texto iremos comentar sobre as “atrações turísticas”. No texto 2 apresentamos algumas formas de impacto turístico: fomento à migração humana, inflação dos preços do mercado local e regional, baderna vadiagem e prostituição e degradação dos bens naturais. Mas, assim como o fluxo de pessoas pode impactar, ele pode trazer benefícios aonde ocorrem também. Desta forma, o planejamento do turismo deve ser feito de maneira estratégica, com metas de curto, médio e longo prazo e buscando sempre um modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo. Resumindo: as propostas de turismo devem ser “socialmente justas, ambientalmente corretas e economicamente viáveis!”.

Quando pensam em desenvolver um atrativo turístico, ou seja, algo que ajude a motivar o deslocamento de pessoas para determinado local, os profissionais devem ter em mente as diretrizes previamente elaboradas e debatidas no Plano de Turismo. Assim, em um município que deseja promover o turismo cultural, não seria interessante implantar uma grande casa noturna. Seria mais viável empreender um teatro ou uma casa de espetáculo ou, ainda, restaurar locais pitorescos e resgatar antigos costumes das gerações anteriores. Exemplos? Incentivando o comércio e a habitação no centro histórico da cidade de Florianópolis (SC) ao longo dos últimos anos, foi possível resgatar o costume que as pessoas tinham de permanecer por horas e horas no mercado público conversando e jogando dominó. Um exemplo real. Outro? O município de Bertioga (SP) promove a Festa Nacional do Índio, um evento que pretende valorizar a história e a cultura das comunidades indígenas tradicionais. Este é maior evento sobre tradição indígena do país.

Não se trata de “barrar” investimentos, inviabilizar a economia das localidades ou reduzir as possibilidades de desenvolvimento do turismo. Mas, sim, de buscar, regionalmente, oportunidades de expansão ordenada e planejada para a atividade turística, bem como para toda a cadeia de produtos e serviços inerentes.
A base do turismo sustentável está na lógica de utilizar racionalmente as potencialidades locais e regionais mitigando impactos e ampliando as possibilidades das gerações atuais e futuras. É muito difícil? Será impossível se não nos conscientizarmos de que a mudança começa em nós mesmos. Em nossas palavras e atitudes.

Gosto muito desta idéia: os atrativos turísticos estão todos prontos; Deus nos deu a grande natureza, nossa moradia e fonte de inspiração, nos proporcionou costumes tão belos, intrigantes e variados e, ainda, nos dá a oportunidade escrever a história de nosso tempo.
Agora você pode criticar os políticos que discursam sobre a “construção de mais atrativos para o turismo”. O que o ser humano pode construir são: estruturas para minimizar os impactos e estruturas que colaborem na gestão de bens comuns (como obras de arte únicas e espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção).
Até a próxima... viajando nas dimensões do turismo!

Aloha!

21 de setembro de 2008

Hospitalidade no Brasil Império




O presente trabalho faz parte de um conjunto de pesquisas, que buscam entender a história da hospitalidade na América Latina. No presente caso, selecionamos o período Brasil Império, relatado pelo naturalista George Gardner, em sua na obra Viagem ao interior do Brasil: principalmente nas províncias do Norte e nos distritos do ouro e do diamante durante os anos 1836 - 1841, publicado em 1846, 1849 e, em 1973, na Inglaterra traduzida para o português somente em 1942, e reeditada, em 1975 pela Editora Itatiaia e pela Universidade de São Paulo.

Constitui-se em uma das mais belas peças literárias sobre os costumes do Brasil Império, pois Gardner, como naturalista/historiador nato, sentiu-se atraído pela riqueza e diversidade da espécie animal e vegetal brasileira, descrevendo, em detalhes, o cotidiano de suas viagens, com atenta observação para os personagens com os quais se relacionava. Viajou por parte do território nacional, desenvolvendo pesquisas no campo da botânica, da zoologia e da geografia, deixando relatos etnográficos de importância ímpar para a antropologia brasileira e para a própria sociologia descritiva.

Percorreu, durante cinco anos, o Brasil, em viagens de estudo e de coleta de dados. O interessante é que suas observações vão além do interesse profissional e avançam para questões ligadas à hospitalidade do povo brasileiro, descrevendo roteiros, detalhando o tratamento que recebeu de nacionais, no campo da gastronomia e hospedagem. Nesse caso, podemos afirmar que alguns escritos sobre o Brasil Colônia e Império resultaram em roteiros preciosos para a historiografia sobre o Brasil, no campo da hospitalidade e do turismo, como já registramos em trabalho publicado em 2001, na Revista Turismo em Análise da ECA/USP:

Os roteiros do século XVIII podem ser vistos como roteiros turísticos, pois já se configuram em um produto com valor de uso e de troca e se colocam ao mundo como uma mercadoria a ser consumida pelo interesse econômico e geopolítico. (Santos Filho, 2001: 79)

Gardner chegou ao Brasil em 1836, permanecendo aqui até 1841. Escreveu uma obra literária rica em observações para a elaboração de roteiros, bem como descrições do cotidiano das diferentes classes sociais que compunham a estratificação social e o modo de ser da população daquela época.

24 de agosto de 2008

Promoção: uma ferramenta ou uma arma?

Enviado por Aristides Faria - RH em Hospitalidade

Dando continuidade aos nossos textos, escreverei aqui sobre a promoção do turismo. Há cerca de seis anos fiz um curso com temas ligados ao Turismo (minha formação acadêmica) e a diversos outros, como língua espanhola. Um dos professores, Valdemir, falara naquela ocasião sobre Meio Ambiente. Dentro do contexto ele disse:

- “Graças a Deus que nós temos a sazonalidade aqui na Ilha (de Santa Catarina)!”.
Dentro de um curso de graduação em Turismo, uma das grandes fontes de debate é justamente as estratégias de eliminação do efeito sazonal (extrema baixa no número de turistas durante determinadas épocas) nas cidades, regiões e países. Naquela hora, uns riram, outros ficaram intrigados, outros concordaram. Você concorda? Antes que qualquer reação mais aguda, ele continuou:

- “Se não fosse este período de meio ano para que o ambiente se recuperasse, não restariam mais áreas de restinga, os rios da cidade estariam agonizando e as praias e as lagoas estariam altamente poluídas”.
E agora, você concorda com ele?

A promoção dos destinos turísticos pode ser uma ferramenta ao incentivo do Turismo organizado e profissionalizado, como pode ser, se mal aplicada, uma arma contra o bem estar da população local e à integridade do ambiente (urbano, rural e natural). Comentamos os impactos e benefícios no texto 1, confira!

Acompanhando as propostas para o setor turístico dos candidatos à prefeitura e à câmara para as eleições, fico aterrorizado, apesar de perceber um bom esforço dos principais candidatos para escolher as palavras e as diretrizes de governo.

O assunto predominante é a quebra da sazonalidade. Mas, será que isto é suficiente para a geração de postos de trabalho para pessoas qualificadas, com remuneração justa, que possibilitem visão de carreira e não, simplesmente, de ocupação de temporada? O que importa, definitivamente, é a geração de incentivos aos empresários, criação de regulamentos para utilização dos espaços públicos e conseqüente educação para tal e a fiscalização ao cumprimento de tais condicionantes e às leis já em vigor há tantos anos.

Há candidatos falando em arenas multiuso, centros de convenções gigantescos e empreendimentos fora do comum! Ninguém fala sobre dispersão geográfica de investimentos, interiorização do turismo, aproximação entre comunidade e turista, segmentação de mercado, conservação ambiental, capacitação da mão de obra, contenção dos fluxos migratórios, fluxo circular da renda. É incrível como os projetos arquitetônicos são apresentados à comunidade leiga. Sob aplausos, os candidatos e seus assessores não preocupam-se com os impactos negativos de tais investimentos. Um deles, afirma que a iniciativa privada e o governo estadual irão financiar toda a obra Agora pense:

1. Quem investiu vai querer recuperar o dinheiro acompanhado de um bom lucro em tempo recorde;

2. Os moradores estão entrando nesta sociedade com seus bens mais legítimos: seu território e o comprometimento de sua qualidade de vida.
E o candidato trata este fato como um privilégio! Vai entender...

Aloha!

25 de julho de 2008

Serviços Turísticos

Enviado por Aristides Faria - RH em Hospitalidade

No texto 1 fora apresentada a idéia da experiência turística, ou seja, da relação de aprendizado entre os turistas e a comunidade local, seu ambiente, sua história e sua cultura. Na seqüência, comenta-se alguns cuidados que o turista deve ter ao procurar empresas que oferecem serviços turísticos. Estas são parte essencial a uma viagem que proporcione uma experiência agradável tanto para moradores quanto para seus clientes. Mas, como identificar boas empresas em cidades desconhecidas? Eis um grande desafio frente ao grande número de prestadores de serviços.

Perceba o raciocínio: por definição, Ecoturismo é “um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas”. Então, uma empresa que anuncia atividades de ecoturismo deve atender a estes requisitos, estabelecidos pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur, 1994).

Não é por que um passeio é feito ao ar livre que ele se torna ecológico! Há, inclusive, uma diferença básica entre Turismo Ecológico e Ecoturismo: todo turismo deve ser ecológico! Seja na cidade, em zonas rurais ou naturais. E uma atividade só pode ser ecológica se, por exemplo:

· For realizado em veículo movido por tração animal ou que utilize (e fomente a utilização de) combustíveis alternativos, como água, hidrogênio ou gás natural;
· Fomentar a conservação do patrimônio natural;
· Promover iniciativas de gestão ambiental nos municípios onde acontece e;
· Incentivar a capacitação dos recursos humanos, a geração de postos de trabalho e de micro e pequenas empresas que respeitam as normas ambientais.

Uma viagem de Ecoturismo tem a obrigação de, por meio da Educação Ambiental, prestar informações aos turistas e, sobretudo, ser ajudado a compreender as inter-relações existentes na natureza, de maneira lúdica. Sendo assim, caminhar por trilhas acompanhado por grandes grupos, sem atenção do guia, sem aprendizado sobre a região e sua população, sem informações e sem preceitos ecológicos, não é um produto/serviço ecoturístico. VOCÊ NÃO TEM DE PAGAR POR ISSO!

Pretende-se aqui alertar sobre as empresas que anunciam um tipo de serviço e, geralmente, por desconhecimento e euforia dos turistas, fornecem outro – de qualidade inferior! Como já fora explanado, deve-se procurar um turismo mais refinado, que gere aprendizado e enriquecimento cultural. Até a próxima!

Aloha!
Aristides Faria

4 de julho de 2008

O que movimenta o turista e o que um turista movimenta?

Enviado por Aristides Faria - RH em Hospitalidade

Quando viajamos, não pensamos em tudo o que está envolvido em nossa viagem. Há uma infinidade de serviços turísticos à nossa disposição no mercado. Em nossa coluna discutiremos sobre o caso dos serviços de ecoturismo. Aqui, iremos apresentar um quadro com os “componentes do Turismo”, segundo a Organização Não-governamental WWF Brasil:



Este texto, na verdade, é parte integrante de uma linha raciocínio que iniciou, obviamente, com o primeiro... e que terá seqüência no seguinte. Então, reflita sobre estas questões. Pense, em sua experiência como turista (e cidadão do mundo!), nos contatos que você já teve com estas “dimensões do turismo”.

Imagine como os locais que você conhece seriam diferentes se não houvessem fluxos turísticos tão massivos. Leia o texto 1 novamente e veja como os impactos seriam menores se fosse dada mais importância à “experiência turística” (inclusive citada no quadro a cima). Assim, comentários no texto seguinte...

Aloha!

Aristides Faria

12 de junho de 2008

Associar para transformar

Enviado por Aristides Farias - http://rhemhospitalidade.blogspot.com

UNIÃO. Esta palavra transcreve uma mudança de pensamento e comportamento que se faz urgente nos dias atuais. Unir para educar, cuidar, alegrar, para trabalhar, amar, festejar, lamentar. A vida é muito melhor quando compartilhamos nossos momentos com as pessoas que amamos ou que podemos amar (apesar de não conhecer). Amar não é fazer amor, calma! Amar é, antes de tudo, cuidar.

“Quem ama, cuida”, é uma expressão bastante corriqueira nos programas de Educação Ambiental Há outras igualmente comuns como “quem ama, preserva”, “quem ama, defende”, enfim, para todas reserva-se o mesmo significado: “quem ama, ama... e pronto”.

Aliás, que bênção é poder amar! Poder cuidar daquilo que apreciamos. Nossa coleção de CD’s, de canetas, de camisetas, de sapatos. Desde as pequenas peculiaridades (todos as têm!) até ao ambiente natural, o planeta, a natureza!

O que restaria da humanidade se não fosse possível amar? O que restaria do Ser humano se não fosse possível agregar? Então, que seja assim! Uni-vos, criei-vos associações, clubes, grupos de estudos, grupos de discussões, empresas, ONG’s.

Percebam a desconexão das coisas do “Homem”: enquanto torna-se global a informação de que se deve tomar banhos cada vez mais rápidos, fechando o chuveiro enquanto ensaboa-se; foi publicado em uma revista sobre “meditação” a seguinte sugestão: “para relaxar depois de um dia estressante de trabalho, trânsito caótico, sente-se sob o chuveiro (no chão ou em um banquinho) e deixe a água escorrer por cerca de 20 minutos”. Alguém deve estar de brincadeira! Vinte minutos de água corrente? No horário de pico? Mas esse editor é um tremendo de um fanfarrão mesmo!

Se todos aqueles que trabalham formalmente (excluindo aqui os que trabalham na informalidade), seguissem este conselho (ou metade dele, 10 minutos de água corrente), o colapso no abastecimento de água seria imediato. Além do mais a revista não promove o home office (escritórios feitos na própria residência dos profissionais que não precisam efetivamente ir ao local de trabalho), com o fim de mitigar o caos do trânsito urbano, ou as possibilidades de meios de transporte alternativo, como a bicicleta e o transporte coletivo. Este último é melhor nem comentar.

Há dois papéis que as universidades deveriam assumir urgentemente em nome do bem comum. São eles: promover a cooperação entre estudantes, egressos, docentes, colaboradores e gestores; e intervir na sociedade a fim de provocar inovação e buscar soluções criativas para os problemas contemporâneos da sociedade atual.

Aloha, galera!!

Aristides Faria

16 de abril de 2008

Índices e indicadores: homem e ambiente

Enviado por Aristides Farias - http://rhemhospitalidade.blogspot.com


Depois de ter comentado sobre a importância de escolher bem a empresa que lhe levará a fazer um passeio de barco em busca de boas ondas pela região em que você está hospedado ou onde mora, você deve saber algo mais sobre as condições do mar. Além da direção dos ventos, do tamanho e direção da ondulação e da posição dos bancos de areia, devemos saber ainda um pouco mais.

É fundamental saber quais as condições de balneabilidade em que se encontram as praias onde você quer mergulhar, surfar ou apenas relaxar. Principalmente nos meses de verão, quando a concentração de pessoas extrapola a capacidade de atendimento da rede de coleta, tratamento e disposição de efluentes (esgoto). Isso quando ela existir... São incompreensíveis as agressões que acontecem diariamente em nosso litoral: desmatamentos, invasões de terras públicas, construções em Áreas de Preservação Permanente (APP’s), despejo de lixo em áreas naturais, caça e pesca predatória, poluição sonora, visual e de mananciais... Vale um texto só para gritar esta barbaridade que não será sem conseqüências!

Para saber onde nosso lazer (ou trabalho) acontecerá sem traumas precisamos saber antes algumas informações. O que é um “índice”? O que são “indicadores”? O primeiro são os números que mensuram, quantificam algum indicador. Assim, o indicador qualifica algo. Por exemplo: a balneabilidade é a condição de “estar propicio ao banho (e à ingestão de pequenas doses)”, neste caso, balneabilidade é o indicador. As análises que quantificam o numero de coliformes fecais (bactérias existentes no aparelho digestivo de mamíferos) em um determinado volume de água dão origem aos índices de balneabilidade.

Agora que você compreende melhor o que significam aquelas placas e bandeiras que apontam as condições de banho nas praias e rios, você pode dar preferência às praias, hotéis e cidades que buscam proteger o mar, os rios, os córregos, as lagoas e as lagunas. Por mais que uma praia seja urbanizada, ela ainda é um bem natural que deve ser conservado às gerações vindouras. Isto sim é Hospitalidade!!

O website da CETESB (www.cetesb.sp.gov.br), órgão responsável pela gestão ambiental do Estado de São Paulo, apresenta a medição semanal dos índices de balneabilidade de águas continentais e costeiras daquele Estado. Visite, aprenda um pouco mais e espante-se com os resultados! Também vamos discorrer mais sobre este tema em outro texto, mas vale adiantar que há diversos fatores que influenciam os índices e não apenas a presença ou não de uma rede de coleta, tratamento e disposição do esgoto local.

É vital que os empreendimentos hoteleiros, os equipamentos turísticos e a infra-estrutura urbana sirvam para adequar a relação entre o homem e o ambiente em que ele vive. Jamais para sobrepor, tentar dominar, controlar a natureza indomável que nos cerca. A Educação Ambiental tem o papel fundamental de ensinar conceitos e condutas, mas cabe a nós a iniciativa de transformar a humanidade em uma comunidade mais hospitaleira e consciente.

Aloha!

5 de abril de 2008

Experiência turística

Enviado por Aristides Faria


É bastante defendida a idéia de que o Turismo é uma “indústria sem chaminés”, ou seja, altamente rentável, vitalícia e que não agride o ambiente natural. Mas, na realidade, a atividade turística promove tanto impactos, quanto benefícios às localidades receptoras. Em nossa coluna abordaremos a hospitalidade como um meio, um caminho para a Educação Ambiental. Ou seja, veremos o que é a tal hospitalidade verdadeira e como ela (e seus tentáculos) poderão servir para educarmos nossa sociedade a uma relação mais sadia com nosso ambiente.

Veja alguns exemplos de benefícios e impactos advindos do turismo:

Desta maneira, o turismo deve ser administrado por uma sólida parceria entre o Poder Público, a iniciativa privada, as comunidades e os turistas. Sim, os turistas têm grande responsabilidade na promoção de uma “experiência turística” agradável e enriquecedora. O turismo de “sol e praia” acabou (ou está acabando). Moradores e turistas devem compartilhar um turismo mais refinado, que proporcione aprendizado mútuo. Que busque a troca de informações sobre as pessoas, a natureza exuberante da região, sua história, suas lendas, contos e gastronomia típica.


A Educação Ambiental é, antes de tudo, Educação para a plena prática da cidadania. E cidadania é, também, ainda que por alguns dias, tornar-se co-habitante de uma cidade e perceber quanta beleza há em cada detalhe. Além disso, compreender que o encanto que a cidade lançou sobre você só será eterno se todos seus habitantes (permanentes e usuais) o cultivarem.


Nossa coluna vai, por meio da Educação Ambiental, exaltar a seguinte mensagem: cultive a magia dos lugares que visitar, a sinceridade das pessoas que conhecer e a riqueza da história dos locais por onde passar.

Aloha!

Aristides Faria

21 de março de 2008

Nascer, viver e reviver

Hospitalidade: um meio para educação ambiental
O blogandoturismo.blogspot.com inicia uma grande parceria com o blog rhemhospitalidade.blogspot.com e com o website www.clickpraias.com.br. A coluna “Hospitalidade: um meio para educação ambiental” irá ser publicada simultaneamente nestas páginas. O objetivo é fortalecer a rede de contatos e de informação em nossa área profissional!
Desde 2004 o website clickpraias.com.br apresenta regularmente esta coluna. Nossa iniciativa tem o objetivo de sensibilizar moradores e turistas quanto a importância da conservação de nosso patrimônio histórico, cultural e natural. Fiquem ligados! Colecionem nossos artigos!
Nascer, viver e reviver
Por Aristides Farias
Nascer, viver e morrer. Este é o fluxo natural da vida. A natureza é assim. A fauna e a flora existem, necessariamente, neste ciclo.

De uma maneira ímpar, nossa coluna, ao invés de morrer, renasce. Renascer significa desenvolver-se, prosperar. Alguns diriam que o website está “CRESCENDO”, mas prefiro dizer que estamos nos desenvolvendo. Porque “desenvolver” conota a existência de planejamento, crescimento ordenado, metas e objetivos, A expansão pode ser lenta, mas temos a certeza absoluta de que não estamos parados. E é isso o que realmente importa.
A relação equipe/público é interessante, pois é próxima e distante ao mesmo tempo. Há um desejo de sucesso coletivo e pessoal de cada colaborador e este sentimento é transmitido via artigos, notícias, fotos. Uns cheios de entusiasmo, outros cheios de indignação. Uns descontraídos, outros politizados. Enfim, artigos. Estes textos (que o público pode gostar ou não) são presentes. Recebam estes presentes, apreciem-nos e levem com vocês o que pensarem que seja o melhor.

A “Hospitalidade: um meio para educação ambiental” tem como objetivo sensibilizar moradores e turistas quanto a importância da conservação de nosso patrimônio histórico, cultural e natural. Pretende-se apresentar conceitos, esclarecer dúvidas, rever paradigmas, mas, antes de tudo, nos fazer pensar sobre a ligação intrínseca entre nós, o planeta e nossos irmãos e irmãs. Esta coluna deve ter fim no dia em que a humanidade tornar-se mais justa, solidária e comprometida com a conservação do ambiente em que vivemos e do qual dependemos. Então, que tenha um fim em breve.

Participo da família Clickpraias há quatro anos (contando com um intervalinho rsrs). Já escrevi muitos artigos. Tenho outros tanto em mente um extenso plano de artigos por escrever. Tenho convicção de minha responsabilidade como formador de opinião. Procuro emitir sempre conceitos, jamais pré-conceitos sem fundamento. Busco o caminho do bom-senso, da humildade e do respeito ao nosso público. Espero receber e-mail’s, cartas, telefonemas de críticas, sugestões e dúvidas. Estarei sempre aberto ao público que prestigia nosso trabalho, que é feito com muita dedicação e vontade. Espero que acompanhem toda a seqüência de artigos que vamos disponibilizar. Sempre com informações novas e intrigantes, para nos fazer parar e refletir sobre o nosso mundo que está de pernas para o ar! Quero caminhar junto a todos, pois se minha vitória for solitária... desejo perder e continuas com vocês!

É costume encerrar os textos com a saudação havaiana “Aloha”, que pode significar amor, olá, adeus, fraternidade, bem-querer, enfim, não há uma definição única, mas uma coisa é certa... o “espírito aloha” significa o bem!
Aloha!

18 de março de 2008

RH em Hospitalidade - Parceiro Blogando Turismo

Gestão de Recursos Humanos em Serviços de Hospitalidade

http://rhemhospitalidade.blogspot.com/

Nosso blog tem como objetivo reunir profissionais atuantes em posições de gestão de pessoas nos diversos segmentos da Hospitalidade. Neste espaço são compartilhados eventos, oportunidades de qualificação, dicas de bem-estar e notícias do mercado de trabalho em setores como os de Agenciamento, Hotelaria, Gastronomia, Transportes, Lazer & Recreação e Eventos, por exemplo.


As atualizações são constantes e automaticamente multiplicadas por meio do grupo rhemhospitalidade@grupos.com.br. Atualmente são cerca de 60 pessoas e instituições inscritas para receberem nossas matérias. Além deste canal de veiculação, dispomos de comunidades nos websites de relacionamentos: http://www.orkut.com/ e http://www.via6.com.br/.


Estamos sempre buscando novos parceiros, colaboradores, leitores e participantes. A rede de contatos tem crescido bastante, criando ótimas oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional. Esta é nossa proposta de gerar valor a todos que participam desta corrente!

Temos visão de longo prazo. Acreditamos que o incremento dos indicadores de desempenho de nossa página depende, necessariamente, da participação ativa de nossos leitores e parceiros. Então, nos dedicamos diariamente a proporcionar informação de qualidade superior a todos, gerando oportunidades de negócios e aprimoramento pessoal!

Um forte abraço!


Aristides Faria
aristidesfaria@yahoo.com.br