O turismo é um fenômeno social e econômico que abrange diversas áreas. Tem como uma de suas características a grande diversidade de segmentos que podem ser trabalhados. Através da segmentação podemos identificar e “separar” os turistas de acordo com suas necessidades e motivações. Segundo BENI (2004:153), “segmentação é a técnica estatística que permite decompor a população em grupos homogêneos cada um com seus próprios canais de distribuição, motivações diferentes e outros fatores.” Em algumas localidades temos latentes as tendências para determinadas áreas que devem ser mais bem exploradas.
O turismo cultural e histórico é um desses segmentos que crescem cada vez mais no interesse da demanda turística e desperta na comunidade um sentimento de nostalgia, autenticidade e um grande enriquecimento intelectual. Para o morador local, ter contato com um patrimônio cultural ou histórico faz com que este aflore sua identidade com seu bairro ou cidade e desperte o orgulho e a satisfação, o fazendo sentir, de alguma maneira parte dessa história, resgatando as raízes de seus antepassados.
Os conceitos turismo histórico e turismo cultural muitas vezes se confundem. Isso acontece devido à grande similaridade desses segmentos em alguns aspectos. Pode-se perceber que quando é praticado o turismo em museus, ou qualquer outro atrativo turístico que remeta algum cunho histórico, é também praticado turismo cultural devido ao enriquecimento e aprendizado que se tem quando praticamos esse tipo de turismo.
O turismo cultural corresponde a todo turismo em que o principal atrativo seja algum aspecto da cultura humana. Segundo a OMT, turismo cultural seria caracterizado pela procura por estudos, cultura, artes cênicas, monumentos, sítios históricos e arqueológicos, manifestações folclóricas ou peregrinações.
Segundo o Ministério do Turismo e o IPHAN o turismo cultural corresponde às atividades turísticas relacionadas à vivência do conjunto de elementos significativos do patrimônio histórico e cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens materiais e imateriais da cultura.
O turismo histórico-cultural corresponde ao conjunto de atividades turísticas que se desenvolvem em função do patrimônio histórico-cultural e que permitem a observação da organização social do homem junto ao seu ambiente, retratando seus usos e costumes, tanto atual como de seus antepassados.
Tanto o turismo cultural quanto o turismo histórico, têm a sua importância fundamentada na preservação e recuperação dos patrimônios e legados de uma comunidade. Os patrimônios se transformam em um mediador entre o passado e o futuro, permitindo uma identificação da comunidade com seus patrimônios.

O turismo, no final do século XIX, apareceu como primeiro setor da economia mundial, com altas taxas de crescimento tanto em número de turistas como de despesas que estes realizam nos locais visitados. Para manter esse nível de crescimento e desenvolver o turismo de forma efetiva e com qualidade, é imprescindível a realização de constantes pesquisas que nos permitam conhecer além do número de turistas que entraram e saíram de uma determinada localidade, o perfil da demanda; motivos que os levaram a visitar determinado local e grau de satisfação do turista. Para o local ser bem conceituado pelo turista é preciso ter uma boa infraestrutura de equipamentos e serviços oferecidos, bem como estabelecimentos diferenciados dos demais, como é o caso o uso da tematização como uma forma a mais de atração na hospedagem, serviços de alimentação, parques aquáticos entre outros.