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31 de março de 2009

Emissão de passaporte cai 27% em janeiro com dólar alto e crise

A crise internacional e o aumento do dólar reduziram o ânimo do brasileiro para viajar ao exterior. Um nítido reflexo disso é a queda na emissão de passaportes. O número de documentos emitidos em janeiro foi 27,4% menor do que no mesmo mês de 2008, segundo dados da Polícia Federal.

A curva é de queda desde outubro, quebrando repentinamente um ano de prosperidade na emissão de passaportes. Dezembro foi o mês mais crítico, com o registo de 60 mil novos documentos, número 30% menor do que no mesmo período de 2007.

Para dar uma ideia da queda fulminante, em julho de 2008 foram emitidos mais de 136 mil passaportes no Brasil.

A PF ainda não constatou prejuízos relevantes à arrecadação decorrentes da queda na emissão de passaportes, mas admite que a crise já preocupa e afeta diretamente esse setor.
Os agendamentos para conseguir o documento, cujo novo modelo (azul) custa R$ 156,07, podem ser feitos em datas próximas, e as filas nos postos da PF estão minguadas.

A crise também afeta a emissão dos documentos novos. Após um 2007 de euforia para conseguir o modelo azul --que, ao contrário do verde, obedece às normas da Organização de Aviação Civil Internacional--, os números estão caindo. Em fevereiro, foram emitidos 70 mil, nível semelhante às emissões de dezembro de 2007. Na época, os passaportes verdes correspondiam a 36% dos documentos. Hoje, os antigos são cerca de 10% do total.

Segundo Wilson Fusco, especialista em movimentos migratórios da Fundação Joaquim Nabuco, a queda na emissão de passaporte, num momento inicial de crise, reflete só desânimo no mercado turístico. Quem pretende trabalhar e morar em outro país planeja com antecedência e não desiste de concretizar a viagem com os primeiros golpes da crise.

Segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), entre setembro de 2008 e fevereiro de 2009 as empresas aéreas contaram com 148 mil brasileiros a menos viajando para o exterior em relação ao mesmo período de um ano atrás. Fevereiro último teve 10% menos brasileiros viajando ao exterior do que no mesmo mês do ano passado.
Investimento

No movimento contrário à crise, as empresas continuam investindo em voos internacionais. De setembro a fevereiro, foram mais 938 aeronaves fazendo rotas para o exterior ante o mesmo período de um ano antes. As empresas admitem que o aumento da oferta e a escassez de turistas vão puxar para baixo o valor das tarifas.

José Márcio Mollo, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, diz que o movimento de passageiros despencou no Brasil e no mundo. Em janeiro e fevereiro, Mol lo contabiliza prejuízo de 20% entre as empresas em comparação com 2008. Os prejuízos devem ter sido ainda maiores depois do Carnaval. De qualquer maneira, diz Mollo, até agora as três grandes empresas brasileiras continuam investindo, estudam formas de atrair clientes e não pretendem cancelar encomendas de aviões.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u542316.shtml

27 de março de 2008

Nova empresa deve começar a voar em janeiro de 2009

O empresário David Neeleman, fundador da companhia aérea americana JetBlue, apresentou hoje uma nova companhia aérea brasileira. Segundo ele, a empresa ainda não tem nome, que será escolhido pela internet (http://www.voceescolhe.com.br/) até 14 de abril. No dia 15 a companhia anunciará os dez melhores nomes sugeridos pelo público, para então ocorrer nova votação. Em 5 de maio será anunciado o novo nome. O público também será convidado a opinar sobre outros assuntos, como o uniforme de funcionários.

Ele afirmou que ingressou na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) com pedido para autorização de vôo. A expectativa é de que o vôo inaugural aconteça em janeiro de 2009. O investimento inicial na empresa é US$ 150 milhões, com financiadores brasileiros e estrangeiros.

A nova empresa fez uma encomenda firme para a Embraer de 36 aeronaves, modelo 195, que soma US$ 1,4 bilhão. Há ainda opções para compra de mais 40 jatos, perfazendo um total de US$ 3 bilhões. Os primeiros três aviões serão entregues em dezembro de 2008, e os demais num prazo de três anos. Para financiar a compra, Neeleman disse que está conversando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele disse, no entanto, que a empresa não deve ter dificuldades para obter os recursos, que podem vir de outros bancos.

Há meses que o empresário estuda a entrada no Brasil. No final de fevereiro Neeleman esteve reunido com a diretoria da Anac para manifestar seu interesse em atuar no mercado de aviação civil brasileiro. Por ter dupla nacionalidade (é americano nascido no Brasil), Neeleman pode ser controlador de uma companhia aérea nacional.

Fonte: Agência Estado